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Hackathon desafia alunos a criar soluções para horta escolar em Rochedinho – CGNotícias

Cerca de 50 estudantes da Escola Municipal Agrícola Barão do Rio Branco, no distrito de Rochedinho, participam do Hackathon Crianças em Ação – Edição Agro, realizado nesta segunda-feira (26), das 8h às 17h, e terça-feira (27), até as 12h. A iniciativa do Parque Tecnológico de Campo Grande (Parktec CG), em parceria com o Sebrae e a Secretaria Municipal de Educação (Semed), desafia os alunos a desenvolver soluções para melhorar a horta da unidade escolar. As três equipes vencedoras receberão celulares para cada integrante.

Divididos em 10 equipes, os estudantes do 6º ao 9º ano trabalham em propostas para resolver problemas identificados no cultivo e na manutenção da horta, como irrigação, adubação e armazenamento de materiais. Durante a atividade, eles aprendem metodologias de inovação para identificar dificuldades, elaborar soluções e apresentar suas ideias a uma banca avaliadora.

Segundo Luan Argemonon, membro do Parktec CG, o desafio é definido a partir de um levantamento realizado com os próprios alunos, que apontam dificuldades enfrentadas no cotidiano. As respostas são analisadas pela equipe do Parque Tecnológico e discutidas com os professores para estabelecer o tema da atividade.

“Os próprios alunos trazem as dificuldades do dia a dia deles. A partir desse levantamento, identificamos o que mais aparece e definimos, junto com os professores, a temática para o desafio de inovação”, explica Luan.

O professor de inovação do Sebrae, Marcelo Siqueira, destaca que a proposta estimula os estudantes a pensar em alternativas viáveis para problemas reais. As soluções podem envolver tecnologia, mas também melhorias simples, econômicas e eficientes nos processos já existentes.

Para os estudantes, a atividade também é uma oportunidade de aprender na prática e colaborar com melhorias na escola. Murilo Rodrigues Garcia, de 13 anos, destaca a importância do trabalho coletivo. “Está sendo uma experiência muito boa, porque a gente aprende a trabalhar em equipe e pensar em soluções para melhorar a horta da escola.”

Ronan Rodrigo, de 14 anos, também ressalta a possibilidade de contribuir com ideias. “É legal poder dar ideias para resolver os problemas da horta. A gente aprende coisas novas e vê que pequenas mudanças podem fazer a diferença.”

Ao final do desafio, as equipes apresentarão os projetos a uma banca composta por representantes da escola, integrantes do ecossistema de inovação de Campo Grande e especialistas. As três equipes com as melhores avaliações serão premiadas com um celular para cada integrante, contemplando 15 estudantes.

Esta é a segunda edição do projeto, iniciado em 2025, quando a atividade foi realizada nas dependências do Parque Tecnológico. Neste ano, a metodologia foi levada diretamente à escola, aproximando o aprendizado da realidade dos estudantes e incentivando o protagonismo juvenil por meio da inovação.