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Cidade das Artes tem, na programação, festivais culturais gratuitos dedicados a pessoas com deficiência – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

A Cidade das Artes, vinculada à Secretaria Municipal de Cultura, recebe no mês de abril dois festivais de teatro gratuitos dedicados à inclusão cultural de artistas e pessoas com deficiência. A segunda edição do “Festival O Que Move Você?”, sábado e domingo (11 e 12/4), reúne no palco artistas com e sem deficiência, que utilizam a música, a arte e a educação como instrumentos de inclusão social. Já o primeiro “Festival de Teatro Cego”, de 16 a 19 de abril, oferece ao público uma experiência imersiva realizada no escuro total, onde os quatro sentidos são usados para vivenciar os espetáculos “Acorda, Amor!”, “O Grande Viúvo” e “Clarear”.

Ainda como parte da programação inclusiva do complexo cultural, no sábado (18/04), das 15h às 17h, a Biblioteca Municipal Ziraldo, localizada dentro da Cidade das Artes, abre as portas para o lançamento do livro “Não é esquisitice. É autismo!”, que aborda pequenas adaptações e mudanças de perspectiva que podem transformar a experiência de aprendizagem para crianças dentro do espectro autista. Na ocasião, a psicóloga e autora Ana Carolina Praça fará uma roda de conversa sobre os desafios e possibilidades na inclusão do aluno com autismo. A atividade é gratuita e aberta ao público.

 

“II Festival O Que Move Você?”
O evento promove encontros inéditos entre artistas de diferentes gerações e linguagens – música, teatro, fotografia; além de bate-papos na Biblioteca Municipal Ziraldo, aula de yoga, exposição e oficina. A mostra “Sou Down, Soul Up” apresenta os trabalhos de jovens fotógrafos com síndrome de Down, que revelam um Rio de Janeiro íntimo, sensível e surpreendente. Criando um espaço de encontro onde a música se transforma em vínculo, escuta e descoberta, o cantor e compositor Luís Carlinhos apresenta seu projeto “Macatchula”, com pocket shows e oficinas de musicalização para crianças e famílias, junto com a percussionista Mila Schiavo. E também vai ter yoga guiada! É “Sopro da alma”, meditação musical com Lívia Villela e Rodrigo Sha. Várias atividades acontecem simultaneamente como, as atrações circenses, espetáculos curtos, dança em cadeira de rodas com a Cia Holos, parte da comissão de frente da Escola Embaixadores da Alegria e os DJs Marcelinho da Lua e JP, que tem síndrome de Down, animam o evento, que ainda conta com área gastronômica.

Idealizado pelo publicitário Caio Leitão – que é cofundador da Embaixadores da Alegria, primeira escola de samba no mundo voltada para pessoas com deficiência, em atividade há 20 anos –, o festival foi desenhado para todas as deficiências e conta com uma equipe de acessibilidade formada por profissionais experientes que atuaram nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.
Enquanto os artistas se movem pela arte inclusiva, há quem faça os outros se moverem. É o caso da dra. Tatiana Sampaio, bióloga e pesquisadora brasileira da UFRJ, reconhecida pelo desenvolvimento da polilaminina, uma molécula com potencial para regenerar lesões medulares. Ela participará do painel “Encontros que movem” no sábado (11/04), ao lado de Caio Leitão, com mediação de Bel Kutner. Os convidados de domingo (12/04) são o sanfoneiro cearense com deficiência visual Guilherme Dantas e duas mães atípicas – a atriz Yohama Eshima e a artista plástica Maria Teresa Stengel, fundadora da Ong One by One, voltada para atendimento a crianças carentes com paralisia cerebral.

No festival, a música instrumental ganha novos caminhos com Jonathan Ferr, Bossacucanova, Guilherme Dantas, Rodrigo Sha, Alfredo Del-Penho, Johnatha Bastos, Trio Capitu e convidados, criando formações únicas pensadas especialmente para o “O Que Move Você?”.

Sob a direção teatral de Bel Kutner, o festival apresenta duas obras sensíveis, que colocam em cena afetos, autonomia e humanidade: as peças “Meu amor é cego” e “Meu corpo está aqui”, que reúnem artistas com e sem deficiência em experiências cênicas potentes.

Serviço: “II Festival O Que Move Você?”

Datas: sábado e domingo (11 e 12/4)
Horário: das 15h às 21h30

Local: Cidade das Artes (Avenida das Américas, 5.300 – Barra da Tijuca)

Ingressos: gratuitos em www.sympla.com.br

“I Festival de Teatro Cego”
Ao contrário de uma peça convencional, onde o espectador vê primeiro o cenário, que depois vai sendo preenchido por movimento e vida, no Teatro Cego tudo começa em uma escuridão profunda e total. Após a entrada dos atores, com a movimentação e utilização dos espaços, é que o cenário vai se revelando na imaginação de cada pessoa. Durante o espetáculo, sons, vozes e cheiros chegam aos espectadores vindos sempre de locais diferentes, dando a sensação de que eles estão realmente inseridos no ambiente cênico. Tais sensações são o caminho para a compreensão da trama, mesmo ela ocorrendo completamente no escuro.

O elenco é formado por atores com deficiência visual, atores com baixa visão e atores videntes – que enxergam. Para a segurança da plateia, artistas e produção, a sala escura onde os espetáculos acontecem é monitorada em tempo integral por uma pessoa da produção, através de câmeras de infravermelho e um sistema de iluminação emergencial é instantaneamente acionado em caso de emergência. Todas as peças foram escritas e dirigidas pelo dramaturgo Paulo Palado.

Serviço: “I Festival de Teatro Cego”
Datas e horários:
16 e 17/04 – Quinta-feira e Sexta-feira, às 20h
Peça: – Acorda, Amor! (Classificação etária, 14 anos)
18/04 – Sábado (duas sessões) às 17h e 19h
Peça: O Grande Viúvo (Classificação etária, 12 anos)
19/04 – Domingo (duas sessões) às 17h e 19h
Peça: Clarear (Classificação Livre)
Local: Cidade das Artes (Avenida das Américas, 5.300 – Barra da Tijuca)
Ingressos: gratuitos a partir de 13/04 em www.sympla.com.br

Mais informações e a programação completa no site da Cidade das Artes.

Categoria:

  • 9 de abril de 2026
  • Marcações: Cidade das Artes programação inclusiva